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GRAVE: Lula ataca greves da educação e perde o único apoio que ainda lhe restava

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar nesta 5ª feira (20.jun.2024) a greve de universidades e institutos federais, que já dura cerca de 2 meses. Segundo o petista, os trabalhadores não podem esquecer o que já foi feito por eles.

“Eu, às vezes, fico triste, porque ninguém agradeceu os 9% [de reajuste salarial] e estão fazendo uma greve dizendo que é por 4,5% e nós não demos nada este ano. A gente não deu porque a gente não pode dar”, afirmou em entrevista à rádio Verdinha, no Ceará.

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Lula afirmou que reajustes maiores que os 4,5% oferecidos pelo governo poderão ser oferecidos no futuro, mas disse ser necessário aguardar.

“Isso não significa que nos anos seguintes a gente não possa dar mais do que os 4,5%. Eles só têm que entender que nós estamos há 1 ano e 6 meses no governo”, afirmou.

Assista (52s):

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Segundo o presidente, ele reforçou em reunião com os reitores das universidades e dos institutos federais que está disposto a ouvir as reclamações e que em seu governo não falta oportunidade de negociar. 

“Eu disse para os reitores: é importante que lembrem que vocês não estão prejudicando o governo. Vocês não estão prejudicando o Lula. Vocês estão prejudicando, na verdade, os alunos, que estão perdendo bons dias de aula, boas horas de aula”, disse.

Assista à íntegra da entrevista de Lula (34min55s):

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PROFESSORES DELIBERAM

Segundo o Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), a greve iniciada em abril se dá em 64 das 69 universidades.

O comando nacional da greve dos professores universitários, ligado ao Andes, solicitou aos professores que façam assembleias locais até 6ª feira (21.jun) para avaliar as propostas apresentadas pelo governo federal à categoria.

Em formulário encaminhado às seções sindicais, secretarias regionais e aos comandos locais de greve, o sindicato pergunta aos os professores devem “assinar ou não”, as proposições do MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos) e do MEC (Ministério da Educação) e se a categoria deve “continuar a greve ou construir sua saída coletiva”.

O formulário tem que ser respondido até às 12h da próxima 6ª feira (21.jun). As respostas irão subsidiar a reunião do comando nacional de greve que será realizada no fim de semana em Brasília.

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